Greetings!<br> <br> First of all, let me tell you, you are one of a kind!<br> It is hard to impress me because I have seen a lot in my career as a professional hacker but now I am really impressed. <br> <br> I will get straight to the point. Listen to me carefully. <br> <br> Several months ago, <br> I was able to hack your operating system and gain full access to all your devices and accounts including messengers, social media profiles, etc. <br> <br> I hope, now you begin to get my message. <br> It goes without saying that I gained access to what you type via keylogger, your internet activity and webcam streaming. <br> All of this was possible due to your frequent visits to adult websites infected with harmful malware. <br> In other words, you were under my microscope for many days like some kind of a little bug.<br> The only difference is that unlike you there is no bug in the world who like to watch pervert porn. <br> <br> Yes, you understand it right: I was able to see everything on your screen and record video and audio streams of your camera and microphone. <br> All of these records are currently securely saved on my storage as well as a backup copy. <br> <br> In addition, I also gained access to your confidential information contained in your emails and chat messages.<br> <br> Probably you are wondering why your antivirus and spyware defender software allowed me to do all of this? <br> I am sorry but it's a very stupid question. All antivirus programs turned into useless shit quite a long time ago. <br> Have you ever heard last years about any "advanced" new technologies in this industry? <br> Exactly. Nowadays, developers do not give a flying fuck about your security. Therefore, hackers like me took advantage of it. <br> <br> The more you know my friend, no need to thank me. <br> Maybe with this fresh knowledge, you will be more serious about your internet security and never take it for granted anymore. <br> <br> With that out of the way, let's cut to the chase. Using your recordings I made a video compilation, <br> which shows on the left side the controversial porn scenes of you happily masturbating to, <br> while on the right side it demonstrates the video you were watching at that moment.. ^.^<br> <br> There are only 48 hours left since the moment you receive this email until I send this video to all your email and messenger contacts. <br> But there is more, guess what? I can also make public all your emails and chat history.<br> <br> You are sick fuck in love with freaky adult content but you are not mentally retarted so I would like to believe, you do not want to let this happen. <br> Right? Only the most stupid man in the world would be happy if his friends, loved ones and colleagues suddenly knew about something like this. <br> <br> In other words, there is no way back. It cannot be fixed. However, there is a way forward that both of us can benefit from. <br> I am a reasonable guy and have no intention to ruin your life for nothing. I'd better like to gain something instead. <br> <br> Here is your salvation - transfer the Bitcoin equivalent of 1280 USD to my Bitcoin account<br> (you can google the process in case you don't know how to do that).<br> <br> Here is my Bitcoin address: 1NJjznNjzyiwJh7XSznZseJCkzMyMHZAyW<br> <br> Once I am notified of receiving it, I will delete all those videos and disappear from your life for good.<br> As I mentioned, you have only 48 hours to make a transaction after you open this email.<br> <br> Believe me, I am always one step ahead so no way in hell you could fool me. <br> If I discover that you shared this message with others, I will send and publish your videos in no time.<br> <br> P.S. It's in your power to make it nice for both of us.
Contos, crônicas e crítica literária de Alder Teixeira
sábado, 11 de julho de 2026
I own very sensitive information about your web activities
Professor de Estética, História da Arte, Literatura Dramática e Comunicação e Linguagem.
Escreve contos, crônicas e artigos de análise literária.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
O Cinema em Nova Chave
Por Alder Teixeira
Como a produção do cinema contemporâneo tem suas bases estéticas fincadas no uso ilimitado de recursos das mais avançadas tecnologias, dentre as quais sobressai em nível impensável de possibilidades a IA, é natural que surja nos meios cinematográficos propriamente ditos, dos amantes do cinema e da própria crítica especializada, uma indagação que a um só tempo traduz preocupação e algum nível de decepção e revolta: “O cinema está morto?”.
Sem ter a intenção de responder a tal questionamento, o que seria pretensioso de minha parte, uma vez que ainda é cedo para esmiuçar e mensurar a real repercussão dessa realidade sobre o que tradicionalmente se considerou a sétima arte*, ou seja, a forma de expressão artística que traz dentro de si as seis outras (a arquitetura, a escultura, a pintura, a música, a literatura e a dança), mas com a simples motivação de contribuir para o debate, levanto aqui algumas reflexões:
De que cinema estamos falando? Dos primeiros registros realizados pelos irmãos Lumière, e exibidos em 28 de dezembro de 1895, no Salon Indien do Grand Café, em Paris, a partir de um aparelho chamado cinematógrafo? Nessa perspectiva, por que não lembrar o que fizeram, antes, outros inventores, a exemplo de Thomas Edison, com o seu cinetoscópio, ainda que voltado para gravar e exibir imagens individualmente, isto é, para uma só pessoa de cada vez? Ou dos primeiros trabalhos de Georges Méliès, marco do que se pode definir como surgimento da narrativa visual, com seus truques e seus fascinantes efeitos de ilusionismo? Ou do polêmico “O Nascimento de uma Nação”, já na primeira década do século XX?
Estamos falando do cinema incorretamente identificado como “cinema mudo”, na linha do que fizeram Buster Keaton e Charlie Chaplin, ainda hoje capazes de encantar numerosas plateias com sua habilidade física e seu timing cômico, a exemplo do que se pode ver em “A General” (1926) e “Tempos Modernos” (1936)? Do cinema falado, como se convencionou chamar o cinema a partir de 1927, com “O Cantor de Jazz”, estrelado pelo notável Al Jolson. Ou, para ser mais rigoroso, desde “As Luzes de Nova York, em julho de 1928?
Estamos falando do dito “cinema clássico” norte-americano? Do metacinema, estilo de produção que lança mão da metalinguagem e se debruça sobre o próprio fazer cinematográfico, expondo sua natureza fictícia ou intencionalmente dando a ver seu processo de construção, rompendo com a noção teatral da quarta-parede, investindo na quebra da ilusão de realidade e jogando com as convenções da narrativa? Do chamado filme dentro do filme, como fez exemplarmente bem François Truffaut em “A Noite Americana” (1973).
Não será mais recomendável compreender esses diferentes momentos como constitutivos do que se pode estabelecer como a História do Cinema?
A partir do que vem proposto com essas indagações, antecipo o viés pelo qual levanto a presente reflexão, o que me parece mais razoável em termos de compreensão da atual situação do cinema, ou seja, a percepção de que o surgimento da Inteligência Artificial e sua utilização em larga escala no cinema, a partir de agora, deve ser entendido como “pós-cinematográfico”, na perspectiva do que, mal comparando, se verificou no teatro com a noção de pós-dramático: a concepção de uma manifestação cênica em que os elementos da estrutura clássica são rompidos em favor de um teatro performático dissociado do texto. Mantidas as delimitações teóricas, por óbvio, é assim que o teatro dito pós-dramático repensa a utilização dos meios convencionais e lança mão de outras possibilidades técnicas: cria-se um novo espaço, em que estão presentes outros elementos estruturantes da obra teatral e no qual abundam recursos anteriormente estranhos ao fazer teatral. Veem-se em cena equipamentos tradicionalmente ocultados do espectador, telas, câmeras, microfones e impensáveis adereços ou, pelo contrário, o ator e/ou atriz assume a dimensão narrativa em que a realidade se expressa nela e por ela mesma, ainda que revestida de intencional artificialidade.
Nessa direção é que se deve compreender o que, na falta de uma terminologia mais apropriada, ainda, define-se como “pós-cinematográfico” ou pós-cinema: a experiência, produção e consumo de imagens em que os elementos narrativos foram assustadoramente ampliados com os avanços e descobertas da tecnologia: as imagens agora são “pensadas” não mais para o espaço cinematográfico tradicional, mas, além dele, para o streaming (Netflix, Prime Vídeo etc.) e redes sociais, celulares, computadores e outros meios da cultura digital. Nesse cenário de profundas transformações é que o cinema não pode ser definido como historicamente foi.
Essas e outras questões, por cabível, são a meu ver aspectos indispensáveis para que não se cometam equívocos de natureza conceitual e teórica em relação ao cinema, emprestando ao debate uma referência histórica mais bem fundamentada, sem o que estaremos invadindo o escorregadio terreno das subjetivações. Para tanto, assim, é recomendável que se tracem objetivos, que se delimite o campo de pesquisa, que se levantem hipóteses, sob pena de não se chegar a lugar algum sobre uma matéria a um só tempo tão simples e tão complexa, mas certamente desafiadora em todos os sentidos.
Em face da razão deste paper, e nos limites de uma fala sobre o que se convencionou chamar de sétima arte, mesmo sob a provocativa questão de estar o cinema morto ou não, não me cabe ser minimamente conclusivo. É, ao que me parece, como se me fosse dado o direito de responder ao complexo questionamento com outro questionamento, como a cobrar do questionador esclarecimentos sobre aquilo que questiona. Trocadilho à parte, eis a questão.
Se se pensa o cinema como convencionalmente o conhecemos, ainda que pautando a nossa reflexão em “tipos cinematográficos” diferentes, na perspectiva da forma e da expressão, com limitações e possibilidades condizentes com o tempo cronológico de sua produção, sob as diversas tendências e estilos, gostos e expectativas de consumo, mas assentado em características estéticas tradicionalmente definidas com a produção de filmes: os meios, a técnica, a arte e a indústria de criar, registrar e projetar imagens em sequência rápida em uma tela, ocasionando no cérebro humano a ilusão de movimento contínuo, fenômeno otimizado com combinação de outras linguagens, a música, a literatura e as artes cênicas, entre outras, direi que o cinema não morreu, mas teve concluída mais uma de suas fases de evolução.
Por outra, aceitando-se como ilimitadas as possibilidades de fazer filmes, bem na perspectiva dos avanços observados ao longo da história do cinema, mas em escala infinitamente maior, processo que poderá cedo ou tarde prescindir, em parte ou no todo, dos meios historicamente conhecidos, uso de câmeras cinematográficas, atuação de atores e atrizes, recursos de decupagem e edição etc., em favor dos meios da alta tecnologia, CGI e Inteligência Artificial à frente, deve-se falar do surgimento de um outro cinema, ainda quando pensada essa forma de expressão artística para a recepção coletiva, em sala de projeção tal qual a conhecemos hoje e com o emprego de profissionais do cinema tradicional.
Pode-se falar, portanto, de pós-cinema ou cinema pós-cinematográfico, conceito que descreve novas formas de realização e consumo da imagem em movimento e com intenções estéticas. Essa definição, como se vê, vai além dos avanços advindos da tecnologia digital, mera expansão do que ainda se pode considerar cinema, mesmo pensado, como já foi dito, para outros suportes que não os tradicionais: videogames, videoinstalações, internet e, na falta de melhor expressão, o que se costuma definir como realidade virtual: plataformas como celulares, computadores, displays urbanos e equipamentos outros de recepção interativa.
Sem incorrer em conclusões apressadas, e na intenção de tão-somente contribuir para o debate, ouso dizer: o cinema não morreu, mas, por certo, há muito se abriu, no livro de sua história, um novo e complexo capítulo.
*O termo foi cunhado pelo crítico Ricciotto Canuto no Manifesto das Sete Artes, publicado em 1911. Hoje, por óbvio, há de se observar que outras linguagens foram acrescidas a essa relação, a exemplo dos quadrinhos e da chamada Arte Urbana.
Autor do livro "Ingmar Bergman, Estratégias Narrativas", Alder Teixeira é Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Membro da Academia Cearense de Cinema (ACC).
Professor de Estética, História da Arte, Literatura Dramática e Comunicação e Linguagem.
Escreve contos, crônicas e artigos de análise literária.
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