segunda-feira, 29 de junho de 2026

O Cinema em Nova Chave

                                                                                                                                                Por Alder Teixeira

Como a produção do cinema contemporâneo tem suas bases estéticas fincadas no uso ilimitado de recursos das mais avançadas tecnologias, dentre as quais sobressai em nível impensável de possibilidades a IA, é natural que surja nos meios cinematográficos propriamente ditos, dos amantes do cinema e da própria crítica especializada, uma indagação que a um só tempo traduz preocupação e algum nível de decepção e revolta: “O cinema está morto?”.
Sem ter a intenção de responder a tal questionamento, o que seria pretensioso de minha parte, uma vez que ainda é cedo para esmiuçar e mensurar a real repercussão dessa realidade sobre o que tradicionalmente se considerou a sétima arte*, ou seja, a forma de expressão artística que traz dentro de si as seis outras (a arquitetura, a escultura, a pintura, a música, a literatura e a dança), mas com a simples motivação de contribuir para o debate, levanto aqui algumas reflexões:
De que cinema estamos falando? Dos primeiros registros realizados pelos irmãos Lumière, e exibidos em 28 de dezembro de 1895, no Salon Indien do Grand Café, em Paris, a partir de um aparelho chamado cinematógrafo? Nessa perspectiva, por que não lembrar o que fizeram, antes, outros inventores, a exemplo de Thomas Edison, com o seu cinetoscópio, ainda que voltado para gravar e exibir imagens individualmente, isto é, para uma só pessoa de cada vez? Ou dos primeiros trabalhos de Georges Méliès, marco do que se pode definir como surgimento da narrativa visual, com seus truques e seus fascinantes efeitos de ilusionismo? Ou do polêmico “O Nascimento de uma Nação”, já na primeira década do século XX?
Estamos falando do cinema incorretamente identificado como “cinema mudo”, na linha do que fizeram Buster Keaton e Charlie Chaplin, ainda hoje capazes de encantar numerosas plateias com sua habilidade física e seu timing cômico, a exemplo do que se pode ver em “A General” (1926) e “Tempos Modernos” (1936)? Do cinema falado, como se convencionou chamar o cinema a partir de 1927, com “O Cantor de Jazz”, estrelado pelo notável Al Jolson. Ou, para ser mais rigoroso, desde “As Luzes de Nova York, em julho de 1928?
Estamos falando do dito “cinema clássico” norte-americano? Do metacinema, estilo de produção que lança mão da metalinguagem e se debruça sobre o próprio fazer cinematográfico, expondo sua natureza fictícia ou intencionalmente dando a ver seu processo de construção, rompendo com a noção teatral da quarta-parede, investindo na quebra da ilusão de realidade e jogando com as convenções da narrativa? Do chamado filme dentro do filme, como fez exemplarmente bem François Truffaut em “A Noite Americana” (1973).
Não será mais recomendável compreender esses diferentes momentos como constitutivos do que se pode estabelecer como a História do Cinema?
A partir do que vem proposto com essas indagações, antecipo o viés pelo qual levanto a presente reflexão, o que me parece mais razoável em termos de compreensão da atual situação do cinema, ou seja, a percepção de que o surgimento da Inteligência Artificial e sua utilização em larga escala no cinema, a partir de agora, deve ser entendido como “pós-cinematográfico”, na perspectiva do que, mal comparando, se verificou no teatro com a noção de pós-dramático: a concepção de uma manifestação cênica em que os elementos da estrutura clássica são rompidos em favor de um teatro performático dissociado do texto. Mantidas as delimitações teóricas, por óbvio, é assim que o teatro dito pós-dramático repensa a utilização dos meios convencionais e lança mão de outras possibilidades técnicas: cria-se um novo espaço, em que estão presentes outros elementos estruturantes da obra teatral e no qual abundam recursos anteriormente estranhos ao fazer teatral. Veem-se em cena equipamentos tradicionalmente ocultados do espectador, telas, câmeras, microfones e impensáveis adereços ou, pelo contrário, o ator e/ou atriz assume a dimensão narrativa em que a realidade se expressa nela e por ela mesma, ainda que revestida de intencional artificialidade.
Nessa direção é que se deve compreender o que, na falta de uma terminologia mais apropriada, ainda, define-se como “pós-cinematográfico” ou pós-cinema: a experiência, produção e consumo de imagens em que os elementos narrativos foram assustadoramente ampliados com os avanços e descobertas da tecnologia: as imagens agora são “pensadas” não mais para o espaço cinematográfico tradicional, mas, além dele, para o streaming (Netflix, Prime Vídeo etc.) e redes sociais, celulares, computadores e outros meios da cultura digital. Nesse cenário de profundas transformações é que o cinema não pode ser definido como historicamente foi.  
Essas e outras questões, por cabível, são a meu ver aspectos indispensáveis para que não se cometam equívocos de natureza conceitual e teórica em relação ao cinema, emprestando ao debate uma referência histórica mais bem fundamentada, sem o que estaremos invadindo o escorregadio terreno das subjetivações. Para tanto, assim, é recomendável que se tracem objetivos, que se delimite o campo de pesquisa, que se levantem hipóteses, sob pena de não se chegar a lugar algum sobre uma matéria a um só tempo tão simples e tão complexa, mas certamente desafiadora em todos os sentidos.
Em face da razão deste paper, e nos limites de uma fala sobre o que se convencionou chamar de sétima arte, mesmo sob a provocativa questão de estar o cinema morto ou não, não me cabe ser minimamente conclusivo. É, ao que me parece, como se me fosse dado o direito de responder ao complexo questionamento com outro questionamento, como a cobrar do questionador esclarecimentos sobre aquilo que questiona. Trocadilho à parte, eis a questão.
Se se pensa o cinema como convencionalmente o conhecemos, ainda que pautando a nossa reflexão em “tipos cinematográficos” diferentes, na perspectiva da forma e da expressão, com limitações e possibilidades condizentes com o tempo cronológico de sua produção, sob as diversas tendências e estilos, gostos e expectativas de consumo, mas assentado em características estéticas tradicionalmente definidas com a produção de filmes: os meios, a técnica, a arte e a indústria de criar, registrar e projetar imagens em sequência rápida em uma tela, ocasionando no cérebro humano a ilusão de movimento contínuo, fenômeno otimizado com combinação de outras linguagens, a música, a literatura e as artes cênicas, entre outras, direi que o cinema não morreu, mas teve concluída mais uma de suas fases de evolução.
Por outra, aceitando-se como ilimitadas as possibilidades de fazer filmes, bem na perspectiva dos avanços observados ao longo da história do cinema, mas em escala infinitamente maior, processo que poderá cedo ou tarde prescindir, em parte ou no todo, dos meios historicamente conhecidos, uso de câmeras cinematográficas, atuação de atores e atrizes, recursos de decupagem e edição etc., em favor dos meios da alta tecnologia, CGI e Inteligência Artificial à frente, deve-se falar do surgimento de um outro cinema, ainda quando pensada essa forma de expressão artística para a recepção coletiva, em sala de projeção tal qual a conhecemos hoje e com o emprego de profissionais do cinema tradicional.
Pode-se falar, portanto, de pós-cinema ou cinema pós-cinematográfico, conceito que descreve novas formas de realização e consumo da imagem em movimento e com intenções estéticas. Essa definição, como se vê, vai além dos avanços advindos da tecnologia digital, mera expansão do que ainda se pode considerar cinema, mesmo pensado, como já foi dito, para outros suportes que não os tradicionais: videogames, videoinstalações, internet e, na falta de melhor expressão, o que se costuma definir como realidade virtual: plataformas como celulares, computadores, displays urbanos e equipamentos outros de recepção interativa.
Sem incorrer em conclusões apressadas, e na intenção de tão-somente contribuir para o debate, ouso dizer: o cinema não morreu, mas, por certo, há muito se abriu, no livro de sua história, um novo e complexo capítulo.
 
*O termo foi cunhado pelo crítico Ricciotto Canuto no Manifesto das Sete Artes, publicado em 1911. Hoje, por óbvio, há de se observar que outras linguagens foram acrescidas a essa relação, a exemplo dos quadrinhos e da chamada Arte Urbana.
 Autor do livro "Ingmar Bergman, Estratégias Narrativas", Alder Teixeira é Mestre em Letras e Doutor em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Membro da Academia Cearense de Cinema (ACC).
 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Mordendo a língua

Eis que volto ao assunto do momento: a Copa do Mundo, muito embora sem conhecer resultado e desempenho da seleção no jogo de ontem. Calculo, sem esquecer que inexiste lógica rigorosa no futebol, que haverá de ter sido elástico, o primeiro, e satisfatório, o segundo. Noutras palavras: quem sabe uma goleada frente ao sofrível time do Haiti, e, quanto à atuação do escrete, para lançar mão do saudosismo linguístico, algo que faça esquecer o quase desastre da estreia.
Afinal, a quem terão faltado olhos para ver o óbvio: que a seleção fez uma de suas piores estreias em Copa do Mundo, quer sob o ponto de vista do desempenho propriamente dito, quer no quesito do tal "amor à Pátria". Se o time fraquejou em termos táticos (conjunto), não fez melhor em se tratando de coragem, disposição de luta e mobilização de esforços.
Irreconhecível? Não, que essa turma do Carlo Ancelotti não inspira confiança, e, na sua maioria, sequer merece vestir a camisa de uma seleção 5 vezes campeã do mundo.
Esta a razão por que recomendei com tanto entusiasmo o "docudrama" A Saga do Tri, da Netflix, como antevendo que não se pode perder de vista o passado para se compreender o presente. Onde tínhamos um time empenhado em representar com dignidade o Brasil, mesmo sob a pressão dos horrores da ditadura, temos agora um bando de garotos-propaganda do que existe de pior em termos de produto de consumo: a jogatina que tem levado parte significativa da população brasileira ao endividamento --- e aos males dele decorrentes. Sem falar nos acordos espúrios que resultaram em convocações injustificáveis, a exemplo da de Neymar, como resta óbvio, "bichado" dos pés à cabeça, em que pesem a boçalidade e o maneirismo ao lidar com a bola no aquecimento para os treinos de que não vai participar. Indecência!
A propósito, atente-se para as condições em que se davam os treinamentos da seleção de 70, que o filme, com alguma dose de ficção, é claro, mostra exemplarmente bem: os jogadores eram submetidos a exercício físicos rudimentares, se comparados ao que se faz hoje, com técnica e equipamentos de ponta. Mas havia entrega, voluntariedade, determinação.
Nesse sentido, veja-se o que fez Pelé, driblando seguranças e proibições do alto staff a fim de participar dos treinos e se manter em forma.
Digo isso e sei que haverá protestos entre os (poucos!) leitores da coluna, gente que não teve o privilégio de acompanhar, pela TV e pelo rádio, o que foi torcer por um time que tinha Carlos Alberto, Brito (falecido há pouco), Clodoaldo, Gérson, Jairzinho, Tostão, Rivellino e Ele.
Para não falar daqueles que, menos dotados de talento, sabiam, pelo sacrifício e amor à causa, compor ao lado desses gênios sem fazer vergonha: Félix, Piazza, Everaldo, limitados (Piazza, menos) tecnicamente falando, e tão importantes na campanha inesquecível.
O mérito desses craques, é preciso evidenciar, não se reduzia ao que, no futebol, era fundamental: o desempenho em campo. Eram verdadeiros cidadãos fora dele. Politizados, amigos da liberdade e da justiça social, arregimentavam-se contra a ditadura, e erguiam voz em defesa de um Brasil melhor.
Ao invés das "arminhas" e das danças de agora, de punhos cerrados, esmurravam o ar, num simbolismo de valentia e confiança no porvir ao comemorar o gol.
Concluo esta crônica, como disse acima, ignorando o que terá sido a partida de ontem. Pouco importa, se há consistência e convicção no que digo: falta à nossa seleção, para muito além da qualidade técnica individual, o espírito de brasilidade legítima. Legítima, reitero, que as limitações de talento, na linha do que fizeram Félix, Brito e Everaldo, nem sempre são o fator decisivo para se jogar com dignidade uma Copa do Mundo.
Quanto aos dirigentes, da CBD da época à CBF de hoje, pouca coisa terá mudado. Mas futebol, em realidade, pode-se jogar fundamentalmente em campo. E nele, tanto quanto, andamos mal das pernas.
Torço para que morda a língua.
 




 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Sonha, e serás livre de espírito

Para os brasileiros a Copa do Mundo começa hoje. É verdade que não temos um time capaz de suscitar a nossa confiança na possibilidade do hexacampeonato. Longe disso. Mas é o Brasil, celeiro de grandes craques. Em 1970, assim como hoje, saímos daqui desacreditados. Não fomos além de 1 a 0 contra a Áustria, no Maracanã, com um sofrido gol de Pelé. Pior: pouco antes havíamos empatado com a inexpressiva equipe do Bangu, em Moça Bonita, depois de iniciarmos perdendo com um gol de Paulo Mata. Jairzinho empatou para o escrete canarinho.
O resultado precipitou o que todos já esperavam: a exoneração de João Saldanha, resistente a ceder às pressões do governo Militar, nomeadamente do então presidente Médici, que cobrava do técnico brasileiro a convocação do centroavante Dario, do Clube Atlético Mineiro.
O que ocorreria em seguida, com o então botafoguense Zagallo à frente da seleção, todos sabem: o Brasil faria a mais brilhante campanha em copas do mundo e sagrar-se-ia tricampeão mundial.
Aos mais jovens, que não tiveram a oportunidade de ver atuar a melhor de nossas seleções, é mais que oportuno assistir à série "A Saga do Tri", disponível na Netflix.
Não se trata de um documentário, na linha do que se vê vez e outra na TV sobre a Copa de 70.
É ficção realizada a partir de fatos reais vistos à luz da imaginação dos diretores Paulo Morelli e seu filho Pedro Morelli. Uma espécie de "docudrama" em que os realizadores buscam reconstituir os memoráveis lances que marcaram a trajetória irrepreensível da seleção na conquista do tricampeonato.
Sob este aspecto, o que parecia improvável, acontece: as jogadas-chave de cada partida, os dribles e gols são reconstituídos quase à perfeição. A famigerada cotovelada de Pelé no queixo do zagueiro uruguaio, bem à altura de sua genialidade, é perfeita.
Se isso se tornou possível em grande parte pelos recursos tecnológicos disponíveis na atualidade, não é sem razão que se deve aplaudir os procedimentos da cinematografia propriamente ditos: escolha de planos, movimentação de câmeras, enquadramentos e perspectiva de tomadas são irretocáveis, o que resulta num trabalho cinematográfico mais que bem sucedido.
A beleza das imagens, dando ao espectador uma percepção privilegiada do que terão sido esses acontecimentos inesquecíveis da conquista do Tri, vale por si só, mesmo quando a imaginação acrescenta elementos estéticos que tornam os fatos em que está plasmada a série muito mais sedutores do que, muito embora fascinantes, tem sido proporcionado ao telespectador em registros jornalísticos da referida Copa.
Ao lado disso, a completar o conjunto de procedimentos que fazem parte de qualquer realização fílmica, a direção de elenco, a atuação dos atores centrais da série e, principalmente, o roteiro, são de altíssimo nível, resultando num trabalho que pôs por terra toda a desconfiança do projeto inicial.
Não é muito dizer que nunca antes se fez no audiovisual brasileiro uma reconstituição tão bem-sucedida de competições esportivas: pode-se falar de poetização de fatos, de verdade explorada artisticamente, e não de ficção em sentido puro.
Sob este aspecto, ainda que não se possa afirmar a exatidão do que terá acontecido nos bastidores, no fora de campo literalmente falando, é notável a versão apresentada pela série acerca do que, por exemplo, terá pontuado a posição dos jogadores, da comissão técnica e do presidente da CBD (era como se denominava a atual CBF) perante o governo Militar.
Aqui, ressalte-se, ganha visibilidade o que em grande parte se sabia sobre as razões que levaram à demissão do técnico João Saldanha, comunista de carteirinha e figadal inimigo do regime autoritário implantado no país com o golpe de 1964.
Mas o roteiro vai mais longe: é comovente a situação que envolve a figura de Pelé, não raramente apresentado como cúmplice indireto do que se verificava no Brasil durante a ditadura. A uma dada altura da narrativa, já bem perto da estreia da seleção na Copa do Mundo, talvez precipitadamente, tem-se a impressão de que o Rei cedera aos apelos do presidente Médici no sentido de "vender positivamente" o regime. Médici telefona para Pelé e exige dele cumplicidade.
Essa impressão, felizmente, em favor do craque brasileiro, vai se desfazendo com o desenrolar da história, e o espectador é levado a concluir que Pelé, aos 29 anos, tão-somente se mostrara temeroso de que algo de ruim lhe pudesse ocorrer e à sua família. As tomadas em que Rose, sua mulher, aparece grávida, em sua casa, no Brasil, servem para desconstruir a ideia de cumplicidade do jogador com os horrores praticados pelos militares no país. É oportuno que se evidencie a indignação de alguns dos nossos craques contra o regime e a prática recorrente da tortura, do assassinato e indizíveis coisas mais.
É fato, sob esse aspecto, que a minissérie poderia ter explorado com maior nitidez a ditadura e os horrores levados a efeito em nome de um nacionalismo fascistóide, a exemplo do que se vê hoje no Brasil. É de se concluir, no entanto, que, aos olhos dos diretores, a ditadura deveria ser explorada apenas como pano-de-fundo, um quadro intencionalmente borrado dos fatos políticos que jamais se deverá esquecer.
Além disso, deve-se destacar a presença de João Saldanha no desenrolar de toda a produção. Exemplarmente interpretado por Rodrigo Santoro, numa atuação de encher os olhos, a personagem ocupa a melhor dimensão dramática da minissérie: sua firmeza de caráter, o seu amor pelo Brasil, a sua coragem para enfrentar os poderosos de plantão, compõem o que existe de mais relevante do ponto de vista dramático.
A sequência em que o jornalista se encontra, noite alta, com o técnico Zagallo (Bruno Mazzeo, em atuação excepcional), é provavelmente a mais bela da minissérie, pelo brilhantismo do trabalho dos atores e densidade da curva dramática das personagens, a que se somam o irretocável trabalho de câmera e qualidade do diálogo: "... Luta e serás livre de espírito, Não baixes a cabeça, jamais!"., diz Saldanha a um Zagallo atormentado e vacilante. A iluminação, parcialamente encoberta pela fumaça do inseparável cigarro de Saldanha, como a lembrar um "sfumato"* de Da Vinci, é sublime --- uma imagem que sentimos vontade de recortar para e expor num quadro de parede.
"A Saga do Tri", no todo, para muito além do que se julgava possível, é trabalho cinematográfico que condiz com a histórica conquista da Seleção Brasileira em gramados mexicanos, e se coloca, com mérito, entre as boas homenagens ao melhor escrete brasileiro de todos os tempos.
No mais, sonhar é preciso, como professa em cena memorável da série um grande brasileiro chamado João Saldanha!
 
 *Técnica pictórica clássica que consiste em criar transições suaves e graduais de cores e tons, desfazendo os contornos nítidos da imagem.