Grua, revista de estética do filme

Com chefia editorial deste colunista e do crítico de cinema Régis Frota, chega às bancas e livrarias da cidade Grua, Revista de Estética do Filme. A publicação, que circula com o número experimental, traz como matéria de capa Bergman: O Aniversário de Um Gênio, em homenagem ao cineasta sueco, que contaria neste mês de julho 94 anos. Além disso, Grua apresenta artigos assinados pelos principais cinéfilos do Estado, entre os quais figuram nomes de primeiro time, a exemplo de L.G. de Miranda Leão, Dimas Macedo e Walter Peixoto.
 
Este cronista assina o artigo A Alegoria Platônica de Abbas Kiarostami, uma análise do filme Cópia Fiel realizada a partir do Mito da Caverna, de Platão. Entre os colaboradores, artistas e intelectuais de peso, como Bráulio Tavares, renomado poeta e cineasta paraibano, com um belo e profundo artigo sobre o filme Alphaville, de Jean-Luc Godard.
 
A revista terá periodicidade quadrimestral e vem preencher uma lacuna já há muito tempo reclamada por jornalistas, críticos, estudiosos e amantes da sétima arte. O número "0", com que Grua vem a público, pretende difundir o hábito de assistir a filmes e saber vê-los com um mínimo de competência estética, embora estejamos comprometidos em manter um nível de análise compatível com o grande público. Não se trata, pois, de uma publicação destinada a especialistas de cinema, mas, sim, a um público realmente interessado em desenvolver a sua capacidade de depreensão de uma produção cinematográfica mais exigente.

No cinema, 'grua' é o nome que se dá ao conhecido guindaste que permite ao operador de câmera, em gangorra  --  e sob a batuta do diretor do filme  --, realizar aqueles movimentos nunca imagináveis pela complexidade de enquadramentos e ângulos de gravação pretendidos. Alguns diretores, a exemplo de Alfred Hitchcock, acompanhavam esses movimentos de cima do equipamento, numa época em que a tecnologia do cinema não permitia, ainda, a visualização das filmagens em tempo real. Com algum saudosismo, portanto, para nós da revista, a palavra constitui uma metáfora, para sugerir o movimento que haverá de orientar sempre o nosso olhar sobre a sétima arte.

Para os que fazemos GRUA, A Revista de Estética do Filme, desde seu número zero, Grua significa movimento, imaginação, criatividade cinematográfica, brilho nos olhos, objeto de nossas análises do cinema e dos filmes que vemos e adoramos, o compartilhamento com os leitores e espectadores da magia do cinema, hoje, ontem e sempre.

 

 GRUA sabe que o cinema é o pensamento inscrito na tela que dá sentido ao mundo pela imagem, e como diz Enéas de Sousa (Trajetórias do cinema moderno, Porto Alegre, 2007, prefácio à terceira edição) o crítico de cinema é como um frequentador de bares, um bêbado, mas que se mantém sóbrio até a "saideira", até o último copo. Tratamo-nos de uns viciados, drogamo-nos com Bergman, com Jean-Luc Godard, com Kiarostami, com François Truffaut. Esta revista, pois, é um tipo de cortesia aos amantes do cinema do Ceará e, em breve, do Brasil inteiro. Acreditem!

 

 

 

3 comentários:

  1. Saudações, Álder!

    Daqui, mais próximo do Chuí do que do Oiapoque, eu só posso desejar a você & equipe envolvida no projeto da Grua, a mais inesgotável sorte. A meu ver, a iniciativa é oportuna. Calha bem com esse momento de ascensão do nosso cinema ― e há mercado pra isso. Parabéns, mestre! Assim que sair o primeiro nº, se possível, posta lá no Facebook uma imagem da capa, para que a gente possa compartilhá-la com os amigos. Mais uma vez, parabéns! Para profissionais competentes como você, estaremos sempre na torcida.

    Sucesso sempre!

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  2. Parabéns Álder, GRUA será muito bem recebida pelos que gostam de cinema!

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  3. Parabéns Álder, GRUA será muito bem recebida pelos que gostam de cinema!

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