Dilma diplomada

Para desespero dos reacionários de plantão, incluindo-se entre esses a meia dúzia de babacas que professava a volta dos militares como a melhor saída para o país, Dilma Rousseff foi diplomada, nessa quinta-feira 18, como presidente do Brasil pelos próximos quatro anos.
 
Não bastasse o caráter oficial do evento, que reconhece a legítima vitória da candidata do PT e autoriza sua posse em 1 de janeiro de 2015, pelo Congresso Nacional, a solenidade tornou pública a posição do TSE em face do descontentamento da oposição com o resultado das urnas. Nesse sentido, é oportuno destacar aqui as palavras do presidente da corte Dias Toffoli: "Eleições concluídas são, para o poder Judiciário, uma página virada. Não haverá terceiro turno. Que os especuladores se calem. Não há espaço".
 
A diplomação de Rousseff ocorre na mesma semana em que pesquisa CNI/Ibope, divulgada na quarta-feira 17, apontam para crescimento da avaliação positiva e confiança em relação a seu governo. É a primeira pesquisa levada a efeito desde as eleições de outubro. O percentual da população que considera o governo de Dilma Rousseff "ótimo" ou "bom" subiu de 38% em setembro para 40% em dezembro. Com relação aos que consideram o governo "regular", a pesquisa indica queda de 1%, mesmo índice para os que em setembro avaliavam-no como "ruim".
 
Mais expressivos em favor da presidente reeleita são os números que indicam a confiança dos brasileiros em relação ao segundo mandato. Em setembro eram 45%, agora são 51% os que acreditam que Dilma Rousseff fará um bom governo. Na mesma proporção, seis pontos, caem os números dos que não confiam na presidente. Em setembro, eram 50%, em dezembro somam 44%.
 
Seguindo a mesma tendência de crescimento positivo, 43% dos entrevistados afirmam que o segundo mandato de Dilma Rousseff será "ótimo" ou "bom", contra 25% que dizem que será "regular" e 13% "ruim". A pesquisa traz, ainda, significativa percepção de que a imprensa empenha-se em divulgar notícias desfavoráveis ao governo, passando de 32% para 44%. O resultado, pois, explica de modo convincente os números favoráveis à presidente  --  e serve para evidenciar uma posição mais consciente das pessoas ouvidas em face dos noticiários tendenciosos, nomeadamente no que tange aos casos de corrupção em empresas estatais, a exemplo da Petrobras.
 
Ao final de um ano de enormes dificuldades, assim, Dilma Rousseff parece ter assimilado a propalada capacidade do ex-presidente Lula de manter-se à margem de desgastes mais significativos, e aproxima-se do início do seu segundo mandato mais fortalecida diante dos ataques desferidos por uma oposição inconformada com o resultado das eleições de outubro. Inconformada e totalmente perdida, diga-se de passagem.
 
Para o gerente-executivo de pesquisa e competitividade do CNI (Confederação Nacional da Indústria), Renato da Fonseca, a pesquisa reafirma o nível de satisfação dos brasileiros em relação às ações do governo do PT no combate à fome e à pobreza, fatores decisivos para a recuperação da credibilidade da presidente desde as manifestações de novembro.
 
Com pelo menos dois anos de antecedência, o que salta aos olhos dos críticos mais atentos é que já se pode pensar, sem precipitação, que uma volta de Lula em 2018 vai se configurando como uma possibilidade concreta. Para a angústia de Aécio e cia., tenho dito.

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