Pode apostar, que a gente ganha

Terminada a eleição do segundo turno, ocorre-me recordar um dizer muito usado nos meus tempos de menino, em Iguatu: "Enverga mas não quebra!" O PT é assim, enverga mas não quebra. Depois do verdadeiro massacre que se lhe quis impor, com alguns dos nossos órgãos de imprensa dando exemplos cabais do que não é ético fazer, a propósito do julgamento do mensalão (TV Globo, revista Veja e jornal Folha de São Paulo à frente) o Partido dos Trabalhadores conseguiu chegar a bom termo em 2012. Vamos aos números em relação às maiores cidades. 
 
PT - 32 municípios, com 17,5 milhões de eleitores
PSDB - 31 municípios, com 8,8 milhões de eleitores
PMDB - 29 municípios, com 10,1 milhões de eleitores
PSB - 18 municípios, com 8,7 milhões de eleitores
PSD - 12 municípios, com 2,3 milhões de eleitores
PDT - 11 municípios, com 4,2 milhões de eleitores
PP - 11 municípios, com 2 milhões de eleitores
DEM - 8 municípios, com 3,6 milhões de eleitores
PPS - 7 municípios, com 1,2 milhão de eleitores
PCdoB - 6 municípios, com 1,5 milhão de eleitores
 
É bem verdade que o partido tropeçou em algumas cidades importantes, a exemplo de Fortaleza, Recife e Salvador. Mesmo assim, com a perda de 14 cidades entre as 186 maiores, o PT terá sob o comando de suas administrações 17,5 milhões de eleitores, de um total de 64,1 milhões, o que, se não falha a minha matemática reconhecidamente capenga, corresponde a 27% do contingente total. Em seu favor, ressalte-se, o partido ficará à frente da maior e mais importante capital do país, cujo eleitorado beira os 9 milhões. Sem falar que o PT abocanhou, ao redor de São Paulo, Guarulhos (825 mil eleitores), São Bernardo do Campo (574 mil), Santo André (553 mil) e Osasco (543 mil). Afora outros municípios em diferentes regiões, como Goiânia (850 mil), João Pessoa (480 mil), São José dos Campos (455 mil) e Uberlândia (444 mil).
 
No cômputo geral, o PT ostenta uma confortável terceira posição, perdendo apenas para o PMDB e o PSDB. O primeiro, que se movimenta ao sabor do poder, e, por isso, não representa nenhum obstáculo para o partido da presidente Dilma Rousseff (portanto um aliado do PT nas próximas eleições), conta com 1.031 prefeituras, somando 23,1 milhões de eleitores. O segundo, varrido do seu principal reduto pela força de Lula, tem 702 prefeituras e soma 16,5 milhões de eleitores, o que torna evidentemente complicados os seus projetos futuros, apesar de Aécio Neves e suas ilhadas Minas Gerais, de onde escrevo a coluna de hoje. O PT aparece em seguida, com 636 prefeituras e 27 milhões de eleitores. Para se ter uma ideia como é significativa a distância, o outro adversário considerável do PT, o PSB, de Eduardo Campos, desponta na última colocação entre os grandes partidos, com 467 prefeituras e soma 7, 2 milhões de eleitores.  
 
Assim, mostrada em números, como se vê, em que pese a inescrupulosa utilização do julgamento do mensalão como alternativa para conter o Partido do Trabalhadores, foram por terra as inconfessáveis intenções dos que não suportam Lula e o seu partido. Em 2014, para presidente, pode apostar que a gente ganha!
 
 
 


Um comentário:

  1. Bom dia, Álder! Só me resta dizer, depois dessa inconteste crônica, que contra números não há argumentos, é vero. Estamos bem, trabalhadores, e isso é tudo.

    Sucesso sempre.

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